BNDES muda regra para financiamento de painéis solares

Em junho deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mudanças no Programa Fundo Clima, no subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes. Agora, pessoas físicas terão acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários).

A implantação de sistemas de geração de energia solar permite aos usuários reduzirem os valores gastos com a conta de luz, já que passarão a gerar sua própria energia e poderão, dependendo de sua região, ganhar créditos vendendo o excedente da energia produzida para a distribuidora. Além disso, o benefício se estende também para o sistema elétrico, já que com vários pontos de geração espalhados por residências e comércio, reduz-se a demanda energética da rede e com isso diminui-se o risco de interrupção do fornecimento de energia.

Os limites do Fundo Clima atingem até 80% dos itens financiáveis, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário. Tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas (empresas, prefeituras, governos estaduais e produtores rurais). Não há valor mínimo para aquisição dos equipamentos e o prazo é de até 12 anos. A taxa de juros depende da forma de apoio, do porte do cliente e de cada item financiado, conforme a seguir:

Como os sistemas de geração tem garantia de funcionamento e geração energética por no mínimo 20 anos, essa mudança no programa é um atrativo imenso para conquistar a liberdade energética e se livrar das multas, bandeiras tarifárias e constantes reajustes no valor pago pelo kWh. O objetivo é financiar produções e aquisições com altos índices de eficiência energética, ou que contribuam para redução de emissão de gases de efeito estufa. A mudança é mais uma atitude do BNDES para incentivar o cidadão brasileiro a investir em sustentabilidade e economia de energia.

E aí, vamos acabar com sua fatura também?