Como um SPDA pode fazê-lo economizar?

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil é um dos países com maior ocorrência de relâmpagos no mundo. Tal fato se dá por sua grande extensão territorial e localização próxima ao equador geográfico, fazendo dele o maior país da zona tropical do planeta, onde o clima é mais quente e, portanto, mais favorável à formação de tempestades e raios. Estima-se que cerca de 77,8 milhões de relâmpagos atinjam o solo brasileiro por ano. Isto equivale a uma média de aproximadamente 9 relâmpagos por km2 ao ano.

Estudos recentes têm mostrado que a ocorrência de relâmpagos tem aumentado significativamente sobre as grandes áreas urbanas. Acredita-se que este efeito esteja relacionado à formação das ilhas de calor criadas em função das superfícies artificiais (asfalto), dificuldade de re-irradiação por causa dos prédios, falta de vegetação e a poluição atmosférica.

Apesar da chance de você ser atingido por um raio seja menor do que 1 para 1 milhão, esses fenômenos naturais matam em média 120 pessoas por ano no Brasil. Além do impacto humano, o prejuízo financeiro causado pela ação de raios no país tem grande impacto chegando, segundo o INPE, a cerca de 1 bilhão de reais por ano.

Um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), popularmente chamado de para-raios, tem como objetivo blindar uma edificação, seus ocupantes e os equipamentos eletrônicos dos efeitos térmicos, mecânicos e elétricos associados às descargas atmosféricas. O sistema atua através da criação de um caminho de baixa resistência elétrica para a corrente elétrica fluir para o solo sem passar pelas partes condutoras da estrutura ou através de seus ocupantes.

O número de imóveis com sistemas de proteção cresce a cada ano devido a garantia de proteção por anos e à baixa complexidade do projeto de dimensionamento, projetos que levam alguns meses para apresentar resultados. Além disso, o projeto SPDA é uma das exigências para a obtenção e renovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e todo o projeto deve seguir as especificações técnicas da Norma NBR 5419, emitida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Os principais componentes do SPDA são:

· Terminais aéreos

· Condutores de descida

· Terminais de aterramento

· Condutores de ligação equipotencial

Os terminais aéreos são hastes condutoras rígidas montadas em uma base com o objetivo de “capturar” o relâmpago. Eles devem ser instalados nos pontos mais altos da estrutura. Os condutores de descida são cabos que se conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento, que por sua vez os conecta ao solo. Os terminais de aterramento são tipicamente condutores de cobre ou revestidos com cobre e o nível do aterramento varia com as características do solo. Já os condutores de ligação equipotencial visam igualar o potencial entre os diferentes condutores para impedir descargas laterais.

Um sistema SPDA também pode incluir também um dispositivo de proteção contra surtos (DPS), sistema cuja função é fazer a proteção interna da edificação contra danos causados por descargas atmosféricas em eletrodomésticos, eletroeletrônicos entre outros, além de proteger contra quedas de energia e sobrecargas. O DPS é parecido com um disjuntor e é instalado diretamente na caixa de distribuição geral ou pode ser instalado entre a tomada de energia e o equipamento desejado.

Espero que este artigo tenha tirado suas dúvidas em relação ao funcionamento, a necessidade de instalação de um sistema SPDA e como se beneficiar da instalação do mesmo. Nós da INOVATECH somos especialistas em projetos de dimensionamento de SPDA e prezamos pelo aumento da integridade e segurança das pessoas, das edificações e dos equipamentos. Clique AQUI e faça seu orçamento gratuitamente!